De acordo com o jornal Folha de S. Paulo,
o Ministério Publico investiga o Palmeiras por um suposto esquema
de emissão de notas frias entre 2001 e 2004, gestão do então
presidente Mustafá Contursi. Além disso, testemunhas teriam
comentado sobre compra de dólares e até de árbitros pelo clube
paulista.
Segundo a publicação, 16 cartolas
alviverdes estariam envolvidos no caso, mas todos os citados negam
as acusações.
No passado, um fato parecido atingiu o
arqui-rival Corinthians e o ex-presidente Alberto Dualib. Nos dois
casos, a principal suspeita é a de que o esquema serviria para
remunerar dirigentes que se dizem voluntários.
Assim, o Ministério Público "analisa a
situação patrimonial dos 16 membros da diretoria citados e de dez
empresas ligadas a cartolas de Mustafá", publica o jornal
paulista.
Em entrevista ao jornal, Contursi nega as
acusações e dispara contra Carlos Kamal, ex-supervisor do vôlei do
Palmeiras e que moveu a ação contra os cartolas. "Neguei... Neguei
não, informei que não tinha nada de anormal. Disse que notas são
normais na relação do clube com seus jogadores", afirmou.
"Alguém que compra juiz de futebol vai
contar para o pessoal do vôlei? Essa questão tem que ser analisada
com cuidado, porque envolve uma pessoa (Kamal) que teve uma
discussão trabalhista com o Palmeiras", completou.
Affonso della Monica, atual presidente
palmeirense, afirmou ao jornal, por meio de seus assessores, que
desconhece a investigação, mas que "não é, e nunca foi,
procedimento do clube agir dessa maneira".