Sábado, 18 de outubro de 2008, 09h55 Atualizada às 10h02

Jornal: MP investiga Palmeiras por emissão de notas frias

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o Ministério Publico investiga o Palmeiras por um suposto esquema de emissão de notas frias entre 2001 e 2004, gestão do então presidente Mustafá Contursi. Além disso, testemunhas teriam comentado sobre compra de dólares e até de árbitros pelo clube paulista.

Segundo a publicação, 16 cartolas alviverdes estariam envolvidos no caso, mas todos os citados negam as acusações.

No passado, um fato parecido atingiu o arqui-rival Corinthians e o ex-presidente Alberto Dualib. Nos dois casos, a principal suspeita é a de que o esquema serviria para remunerar dirigentes que se dizem voluntários.

Assim, o Ministério Público "analisa a situação patrimonial dos 16 membros da diretoria citados e de dez empresas ligadas a cartolas de Mustafá", publica o jornal paulista.

Em entrevista ao jornal, Contursi nega as acusações e dispara contra Carlos Kamal, ex-supervisor do vôlei do Palmeiras e que moveu a ação contra os cartolas. "Neguei... Neguei não, informei que não tinha nada de anormal. Disse que notas são normais na relação do clube com seus jogadores", afirmou.

"Alguém que compra juiz de futebol vai contar para o pessoal do vôlei? Essa questão tem que ser analisada com cuidado, porque envolve uma pessoa (Kamal) que teve uma discussão trabalhista com o Palmeiras", completou.

Affonso della Monica, atual presidente palmeirense, afirmou ao jornal, por meio de seus assessores, que desconhece a investigação, mas que "não é, e nunca foi, procedimento do clube agir dessa maneira".

     
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